Picos – Comerciários e empresários relatam prejuízos com a demora nas obras de drenagem nas laterais da BR-316

Os trabalhadores do comércio e os empresários estão reclamando da demora na conclusão das obras de drenagem na lateral da BR-316, Av. Deputado Sá Urtiga, em Picos, mais especificamente entre as duas rotatórias. As obras tiveram início em 2017 e começaram a partir do bairro Paraibinha, deslocando-se até o centro da cidade.

No segundo semestre de 2019 os trabalhos chegaram no trecho mais movimentado do perímetro urbano, à direita de quem faz o sentido bairro São José/Fórum. Com o início do período chuvoso, o trabalho ficou mais difícil.

Como se não bastasse, na tarde da terça-feira (28) uma retroescavadeira atolou enquanto os operários trabalhavam. Ela foi retirada da vala onde estava na manhã desta quarta-feira (29), graças a utilização de outro trator de grande porte.

O Folha Atual esteve na manhã desta quarta-feira no local da obra, conversando com alguns trabalhadores e com os comerciantes e comerciários daquela área. Por ficar às margens de uma BR, a maioria das empresas situadas ali é de oficinas e lojas de peças de veículos automotivos. Para que tenham renda, os automóveis precisam chegar até a entrada das empresas, o que está inviável nesse momento, com isso, todos tem amargado prejuízos.

Imagem do WhatsApp

O balconista Luís Leopoldo, funcionário de uma dessas lojas, relatou a queda nas vendas desde dezembro de 2019. “São mais de dois meses com essa obra, essa lentidão; não tem como entrar veículo aqui e a loja perdendo serviço todos os dias, porque muitos clientes dizem que não tem como vir por causa dessa obra”, lamentou.

Luís Leopoldo

Já o empresário Flávio Sales se queixou do transtorno que se estende por dois meses. Ele informou que houve uma reunião com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e representantes da empresa Unidas para tratar dessa obra antes que ela chegasse ao trecho onde está agora.  A informação inicial era de que em dois meses ela seria concluída, o que não aconteceu. “Nós ficamos de mãos atadas, exatamente nesse momento não vai nem vem. Hoje já tive de dispensar clientes por que não temos condições de trabalhar”, destacou.

Empresário Flávio Sales

Flávio Sales calcula uma queda de 35% nas vendas.  Ele entende que a obra continua, pontuando, contudo, a lentidão na realização do trabalho de drenagem. O empresário não descarta a possibilidade de uma manifestação para reivindicar a conclusão do serviço. “Queremos fazer outra reunião e dar outro prazo para eles terminarem, mas se não terminarem, tomaremos outras providências, os comerciantes se reunirem e realizarem uma manifestação, interditar a BR; todos os comerciantes estão favoráveis a isso”, frisou.

O DNIT

Nossa equipe conversou com o chefe do escritório do DNIT em Picos, engenheiro Elvo Marton, sobre o assunto. Ele informou que o trabalho ficou mais lento por causa das chuvas, dizendo-se surpreso com a notícia da retroescavadeira que havia atolado, coisa jamais vista ao longo de sua carreira. O engenheiro cita ainda que o terreno daquela região é muito argiloso, tornando tudo mais difícil. E antes mesmo das chuvas, a empresa se deparava constantemente com a água que brotava do chão, ou seja, o lençol freático é muito raso.

Elvo Marton. Imagem de arquivo

Elvo Marton afirmou que o serviço de drenagem será concluído naquele trecho até meados de fevereiro, para então passar para a outra lateral. A obra, como um todo, deve ser finalizada em abril. Sempre destacando-se que as chuvas desse período podem adiar a conclusão do trabalho.

Fonte: Folhaatual

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