Barragem rompe tubulação e 2 mil pessoas são retiradas de casas no CE

Obra onde ocorreu o vazamento faz parte do Eixo Norte da transposição do Rio São Francisco, inaugurado em junho por Bolsonaro. Incidente aconteceu 1 dia depois de abertura de comporta por ministro.

Pelo menos 2 mil moradores do entorno da barragem Jati, localizada no interior do Ceará, precisaram ser retirados de suas residências de forma preventiva devido o rompimento de uma tubulação do local neste sábado (22), segundo o Ministério do Desenvolvimento Regional. De acordo com a pasta, não há risco de rompimento da barragem e as pessoas  foram evacuadas e levadas para abrigos e casas de familiares. Não há registro de feridos. As informações são do G1.

O vazamento ocorreu ainda na sexta-feira (21) e já foi contido, mas, durante a noite e a madrugada, havia dificuldade de avaliação técnica da estrutura pela falta de iluminação. A obra onde ocorreu o vazamento faz parte do Eixo Norte da transposição do Rio São Francisco, que foi inaugurado no dia 26 de junho pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Barragem tem rompimento em tubulação no Ceará (Darlene Barbosa/ SVM)

Os moradores foram levados para hotéis, pousadas e alojamentos na região, diz a pasta. Eles também poderão ir para para casas de parentes. “A gente saiu de lá porque estava correndo risco, não confiei de ficar lá. A sorte nossa é ter isso aqui (abrigo), se não ‘tava’ na rua. Não deu tempo pegar nada, só os documentos”, afirmou o aposentado José Cândido de Oliveira, de 75 anos.

O comandante do Corpo de Bombeiros do Ceará, coronel Eduardo Holanda, afirmou que a situação está sob controle e que não há risco iminente. “Nesse momento a gente já pode passar para a população que a situação está sob controle e que não há risco eminente. A gente vai avaliar ainda a necessidade de retirada daquela comunidade mais próxima à barragem mas sob um caráter absolutamente preventivo. Não tem uma situação crítica no que se refere à segurança do equipamento”, disse o coronel.

Equipes da Defesa Civil, Agência Nacional das Águas e técnicos do ministério do Desenvolvimento Regional estão atuando no local para realizar a recuperação do equipamento.

Fonte: Meio Norte

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